" Um professor influi para a eternidade; nunca se pode dizer até onde vai sua influência."
(Henry Adams)

sábado, 14 de maio de 2011

Projetos na pré-escola

A segunda infância (3 aos 6 anos) e caracterizada por ser uma momento importante de formação da criança, pois é um momento de paixão pelo conhecer, descobrir, aprender.
O papel do educador neste processo é o de desafiar, ampliar, aprofundar o desenvolvimento aguçado da oralidade, do domínio do corpo fazendo com que as experiências vividas aumentem cotidianamente.
O trabalho organizado por projetos na pré-escola abre:
Possibilidades de aprender utilizando diferentes linguagens;
Facilita a emergência de problemas;
Ampliam possibilidades de conhecer mais sobre o tema desejado;
Possibilita encontro de diferentes pontos de vista sobre o assunto;
Constroi os desvios;
Cria ambientes que estimulam a os novos conhecimentos;
Possibilita desenvolver simultaneamente mais de um projeto (subprojeto).
Um projeto deve ter caminhos diversos, partindo de um grande grupo para o pequeno grupo e terornando para o grande grupo.
E durante o desenvolvimento do projeto crianças e educadores planejam de forma:
Cooperativa;
Solidária;
Decidindo;
Propondo atividades.
Nesta proposta a criança é co-autora de seu processo de aprendizagem, possuindo um papel ativo e participativo.

“Toda a criança é um artista a o seu modo. Precisamos oferecer um ‘monte’ de possibilidades... muitos materiais, muitas linguagens, pois possuir muitas linguagens significa ter muitas possibilidades para exprimir-se.”
  Malagussi (citado em Edwards, 1999)
Referências:
BARBOSA, Maria Carmen Silveira; HORN. Maria das Graças Souza. Projetos Pedagógicos na Educação Infantil. São Paulo: Artmed, 2008
FREIRE, Madalena. A Paixão de Conhecer o Mundo: relato de uma professora. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007.









quinta-feira, 5 de maio de 2011

Projetos na creche


Projetos na creche
Onde podemos trabalhar com projetos de trabalho?
Os projetos podem ser usados nos diferentes níveis da escolaridade, desde a educação infantil até o ensino médio.
O que levar em consideração?
Acreditar que é possível trabalhar com projetos de trabalho na creche; 
Levar em consideração a importância dos estudos de Piaget, Vygotsky, Wallon entre outros;
As crianças desenvolvem-se e constroem aprendizagem, são sujeitos singulares;
É um eficiente instrumento de trabalho para os educadores de creche;
Superar a dicotomia entre cuidar e educar;
É uma experiência encantadora, fascinante e desafiadora.
Quais áreas de conhecimento trabalhar no berçário?
Motor;
Afetivo;
Linguagem.
Organização do espaço
Tarefa fundamental da educadora;
Lembrar que os espaços são interno (sala de aula) e externo (pátio);
O ambiente deve ser visto como educador "auxiliar", e este ultrapassa os muros da escola.
Como isso acontece?
Durante as atividades de exploração dos materiais da sala o  educador:
Observa, anota e coleta informações.
"As propostas de trabalho nascem delas e de mim."
Madalena Freire
Nas crianças com idade de creche, é fundamental considerar que as coisas importantes da vida a serem descobertas e conhecidas são:
A procura do olhar;
Ser correspondido;
O sorrir;
A conversa;
O tocar;
O contato físico;
A retenção de um objeto;
O imitar;
 O esconder;
Os jogos de linguagem e manipulação;
As músicas;
As saídas para o espaço externo;
As festas;
A vida em grupo.
As atividades de sobrevivência:
Alimentar-se;
Banhar-se;
Brincar; 

Dormir.
E a duração?
Os projetos podem ter duração diferenciadas, poe exemplo: um dia, uma semana...
Referência:
BARBOSA, Maria Carmen Silveira; HORN. Maria das Graças Souza. Projetos Pedagógicos na Educação Infantil. São Paulo: Artmed, 2008

FREIRE, Madalena. A Paixão de Conhecer o Mundo: relato de uma professora. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

A pedagogia de projetos

 Tramando os fios e estruturando os projetos

Projetos de trabalho  
É uma possibilidade interessante em termos de organização pedagógica;
Visão multifacetada dos  conhecimentos e das informações;
É um processo criativo;
Enriquece as relações entre ensino e aprendizagem;
Não possui a mesma estrutura; 
Valoriza os conhecimentos prévios; 
Ação concreta voluntária consciente; 
Reflete sobre uma situação, o problema geral dos fenomenos; 
Envolve educador e alunos.
Como definir o problema a ser pesquisado?
 
Experiências anteriores;
 
Constituição, especificação e recortes;
 
Modos de iniciar um projeto.
Mapeando percursos  
Organização de situações (mapa conceitual); 
 Planejar as tarefas;
Distribuir o tempo;
Nova comunidade.
O ensino precede e estimula o desenvolvimento mental das crianças.
O que precisa ser feito?
Como o trabalho pode ser desenvolvido?
Como obter os materiais?
Como serão distribuídas as responsabilidades?
Relato escrito.
Coletando informações
Informações externas em diferentes fontes;
Exploração dos espaços;
A comunidade (pais);
Formas de sistematização;
Memória de trabalho.
Sistematizando e refletindo as informações
Formulação das diferentes hipóteses;
Seleção e coleta de materiais e evidencias;
Registros;
Escolha do que deve ser registrado.
  Documentando e comunicando
Materiais produzidos;
Exposição do material.
Referências:
BARBOSA, Maria Carmen Silveira; HORN. Maria das Graças Souza. Projetos Pedagógicos na Educação Infantil. São Paulo: Artmed, 2008
FREIRE, Madalena. A Paixão de Conhecer o Mundo: relato de uma professora. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007.
 

terça-feira, 19 de abril de 2011

Um pouco de História da Educação Infantil


Educação infantil:
creches e pré-escolas
Um olhar no passado para se entender o presente
Túnel do tempo...
Durante muitos séculos a educação da criança pequena era responsabilidade das famílias, mas especificamente da mãe, ou do grupo social ao qual ela pertencia, elas aprendiam e viviam junto aos adultos e as outras crianças (regras, modos, vivencias entre outros).
 Não existiu por um bom tempo uma instituição, pensada, organizada para a educação infantil como conhecemos hoje! As primeiras instituições tinham distintos arranjos com a idéia de um lugar para se deixar as crianças pobres, ou seja educação infantil nasce com caráter assistencialista.
Alguns fatores determinantes para o surgimento da instituição de educação infantil
 Trabalho materno fora do lar (Rev. Industrial);
  Nova estrutura familiar (conjugal);
Teorias que procuravam descrever sobre a criança e a infância.
Creches e pré-escolas surgiram a partir de mudanças econômicas, políticas e sociais que ocorreram na sociedade.
Grandes pensadores e surgimento das primeiras idéias e práticas
Comênio (1592-1670):
 Educação universal (para todas as condições sociais);
Nível inicial de ensino era o colo da mãe e deveria ocorrer dentro dos lares;
Brincar visto como forma de educação pelos sentidos;
Uso de bons recursos materiais e boa racionalização do tempo e do espaço escolar;
Aulas/atividades diferentes (aula-passeio).
Rousseau (1712-1778):
Infância: “Tem valor em si mesmo”
 A educação deveria seguir a liberdade e o ritmo da natureza;
Precursor das idéias de Pestalozzi;
 Destacava o papel da mãe como educadora natural da criança;
 A criança deveria aprender por meio da experiência, de atividades práticas, da observação, da livre movimentação, de formas diferentes de contato com a liberdade;
 Escreveu a celebre obra “O Emílio”.
Pestalozzi (1746-1827):
 A educação deve cuidar do desenvolvimento afetivo das crianças desde o nascimento;
O ensino deveria priorizar coisas e não palavras;
Treinar a vontade e desenvolver atitudes morais nos alunos.
Froebel (1782-1852):
Enfatizou a importância da criança;
 Destaque para as atividades estimuladas e dirigidas;
 A escola é um lugar onde a criança deve aprender as coisas importantes da vida;
 Criador dos “Jardins de Infância”
 O gesto, canto, linguagem são as formas de expressão de sentimentos e idéias apropriadas à educação infantil.
Decroli (1871-1932):
 Sincretismo “próprio do pensamento infantil”
 Ensino voltado para o intelecto;
Conteúdos em rede, ao em vez das disciplinas tradicionais;
 Defendia uma rigorosa observação dos alunos a fim de poder classificá-los e distribuí-los em turmas homogêneas.
Montessori (1879-1952):
 As crianças: “Mestres de si próprias, não deve ser vista como ser frágil e impotente que precisa ser protegida. Possui vida psíquica ativa desde o seu nascimento e é guiada pelos seus instintos que lhe permitem construir ativamente sua personalidade”;
Ser em constante “metamorfose” , com etapas de desenvolvimento preestabelecidas, marcadas por “períodos sensíveis”:
Pequena Infância (0 aos 6 anos);
Grande Infância (6 aos 12 anos);
Adolescência( 12 aos 18 anos).








sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Um bom livro, todo professor de educação infantil deveria ler!

Este livro conta histórias sobre as formas de trabalhar com as crianças em creches e pré-escolas.
As histórias tecem as experiências práticas e os conhecimentos produzidos por um grupo de educadores e pesquisadores da Universidade de São Paulo.
Os temas abordados são: os medos, a alimentação, a higiene, o sono, as mordidas, as brigas, os materiais didáticos e os brinquedos, a chegada de uma criança portadora de deficiência, os afetos e desafetos, a arrumação do espaço, a aprendizagem e seus problemas, os limites, a disciplina.
O livro também apresenta textos sobre as novas leis que regulamentam o trabalho em educação infantil e as formulações mais recentes da ciência sobre o desenvolvimento das crianças.
Nesta obra você vai encontrar muitas histórias sobre os fazeres de crianças de 0 a 6 anos de idade e sobre os fazeres de uma instituição que as atende em parceria com as famílias. Histórias bem informadas, que ajudam pais e profissionais a refletirem sobre o seu próprio fazer com as crianças."

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

ELEIÇÕES: O ELEITOR



: Naire Jane Capistrano
NEI-Cap/UFRN
:
   Maria de Fátima Araújo, Josélia Santos e Charlene Soares
  
Dados da Aula 

O que o aluno poderá aprender com esta aula

- Conhecer os pré-requisitos para ser eleitor
-  Informar-se sobre os documentos necessários para o eleitor votar
-  Confeccionar títulos de eleitor para as crianças na sala

Duração das atividades

Quatro momentos de aproximadamente 50 minutos.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
As crianças deverão ter noção do que significa o termo eleitor.
Estratégias e recursos da aula
1° Momento: Com as crianças organizadas na roda, o professor deverá iniciar uma conversa sobre os requisitos para ser eleitor, fazendo questões como: qualquer pessoa pode votar? Que coisas são necessárias? A partir daí, o professor pode trazer informações sobre o Tribunal Regional Eleitoral – TRE- e o título de eleitor.
2° Momento: Com base no diálogo estabelecido, o grupo poderá construir um painel com um texto coletivo, expondo as informações básicas sobre os requisitos de um eleitor.
3° Momento: Em seguida, o professor deverá encaminhar uma conversa sobre a possibilidade de fazer uma eleição na sala de aula e, para isso, cada criança deverá ter o título de eleitor e um documento de identificação com foto. Este poderá ser o RG - Registro Geral - ou a carteira de identidade da escola. Caso as crianças não possuam, sugerimos a confecção juntamente com a do título de eleitor. Este deverá seguir o modelo de um título real. Para a confecção da carteira de identidade, o professor poderá solicitar às crianças que tragam fotos 3X4 ou pedir que façam seu auto retrato no local destinado a foto, no documento.  
4° Momento: Para a confecção do título de eleitor, o professor deverá trazer uma cópia do modelo real em tamanho ampliado, fixá-lo na parede e preencher com os dados solicitados. Esta atividade poderá ser feita com as informações do próprio professor. Em seguida, o professor deverá distribuir os títulos das crianças já com os dados preenchidos previamente. Neste momento, fazendo de conta que estão no TRE, cada criança deverá aguardar sua vez para assinar ou colocar sua impressão digital.

Recursos Complementares
Esta aula deverá possibilitar ao professor avaliar se as crianças conhecem os pré-requisitos de um eleitor. Nesse contexto, o professor deverá avaliar se, além de sua função social, as crianças reconhecem os conteúdos de um título de eleitor. 
Disponível também no: http://portaldoprofessor.mec.gov.br

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Sla de aula: Ambiente alfabetizador

As paredes da sala de aula deve ser pintada com tinta adequada para o procedimento de colar (com fita, cola e etc.) ou pendurar as produções textuais da vida escolar cotidiana, escritas e produzidas pelos alunos.
Algumas sugestões de textos funcionais da rotina escolar:
*Calendário.
*Jornal-mural com notícias, jogos, eventos, cartas recebidas...
*Lista com os nomes das crianças.
*Quadro de ajudantes.
*Quadro de aniversáriantes do mês.
*Regras de boa conduta elaboradas pela turma.
*Textos ou objetos que permitam a localização temporal: relógio e observações meteorológicas.

domingo, 10 de outubro de 2010

Níveis de escrita

Nível pré-silábico – A criança começa diferenciar letras de números, desenhos ou símbolos e reconhece o papel das letras na escrita. Não tem consciência de que a ordem das letras é importante e nem a correspondência entre o pensamento e a palavra escrita. Geralmente tem idéia de que a leitura e a escrita só são possíveis com muitas letras, geralmente mais de três ou quatro.
Nível silábico – A criança descobre que pode escrever com lógica, que o sistema da escrita é uma representação da fala, conta os “pedaços sonoros”, isto é, as sílabas, e coloca uma letra para cada pedaço, com ou sem valor sonoro convencional.
Há aceitação de palavras com uma ou duas letras, mas ainda com um certa hesitação. Algumas vezes, depois de escrever a palavra, coloca mais letras só para ficar “mais bonito” ou mais coerente com aquilo que pensa sobre a escrita. Para escrever frases, geralmente usa uma letra para cada palavra.  
Nível silábico-alfabético – É um momento conflitante, pois a criança precisa negar a lógica do nível silábico, pois muitas vezes ninguém consegue ler o que ela escreve. É o momento que o valor sonoro torna-se imperioso. A criança está a um passo da escrita alfabética.  
Nível alfabético – A criança reconstrói o sistema lingüístico e compreende a sua organização. Lê e expressa graficamente o que pensa ou fala. Nesse momento, a criança escreve foneticamente, ou seja, faz a relação entre o som e letra, mas não necessariamente de modo ortográfico. Geralmente consegue distinguir letra, sílaba, palavra e frase, mas ainda não divide a frase convencionalmente, gramaticalmente. Nessa fase costuma começar a interessar-se pela letra cursiva.

FERREIRO, Emília. Com todas as letras, 6. ed. São Paulo, Cortez, 1997, p. 25.

sábado, 9 de outubro de 2010

Objetivos na educação infantil

# As crianças devem adquirir condições para relatar suas necessidades e desejos e se relacionar com os demais membros da sociedade.
# Com o jogo simbólico, a criança aprende a agir, ao mesmo tempo em que, desenvolve sua autonomia.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Na pré-escola...

#Sentir-se segura e acolhida no ambiente escolar, utilizando este novo espaço para ampliar suas relações sociais e afetivas, estabelecendo vínculos com as crianças e adultos ali presentes, a fim de construir uma imagem positiva sobre si mesma e sobre os outros, respeitando a diversidade e valorizando sua riqueza.
#Tornar-se, cada vez mais, capaz de desenvolver as atividades nas quais se engaja de maneira autônoma, e em cooperação com outras pessoas, crianças e adultos. Desta forma, desenvolver a capacidade de começar a coordenar pontos de vista e necessidades diferentes dos seus, socializando-se.
#Interagir com o seu meio ambiente (social, cultural, natural, histórico e geográfico) de maneira independente, alerta e curiosa. Isto é, estabelecendo relações e questionamentos sobre o meio ambiente, os conhecimentos prévios de que dispõe, suas idéias originais e as novas informações que recebe.
#Apropriar-se dos mais diferentes tipos de linguagem construídos pela humanidade (oral, escrita, matemática, corporal, plástica e musical), de acordo com as suas capacidade e necessidades, utilizando-as para expressar o seu pensamento e as suas emoções, a fim de compreender e comunicar-se com as outras crianças e os adultos.

sábado, 3 de julho de 2010

A arte de ser educador.


[...]
Arte está em toda parte
Arte está em toda parte
Está na educação
Pedagogia é uma arte
A arte de conduzir
Abrir novos horizontes
E acreditar no porvir
Professor,
Arte é a reflexão
De sua prática educativa
Arte é ser mediador
Arte é ser pesquisador
É ser facilitador
Arte é tudo que incentiva
Professor,
Na arte de ensinar
A ação que mais fascina
É sua arte de moldar
O que já é obra prima.
Obra prima sem minuta
Exige arte e desvelo
Depende da sua conduta
De estima ou de zelo.
Arte, professor, é...
Ao entrar em sua sala
Perceber cada educando
Cada um com sua fala
Outros até se calando
É como a arte de ler o vento
Que diz como está o tempo
Professor, esse é o momento
Da arte de se ler
Ler seus educandos
Que são artistas esperando
Fazer arte para aprender
Arte está em toda parte
Está na vida!
Vida.
Obra de arte divina
Tudo que se descortina
É a arte de viver bem
Como? Arte? Onde se vê?
Quem é o artista?
O artista desta arte
Encontra-se em toda a parte
Um deles... pode ser você!

( Maria Terezinha Alves Castilho)

Minhas antigas turminhas!