" Um professor influi para a eternidade; nunca se pode dizer até onde vai sua influência."
(Henry Adams)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Exploração de texturas e melecas

 

Faixa etária
0 a 3 anos

ConteúdoExploração e linguagem plástica

Objetivos
- Explorar texturas de tintas e melecas.
- Utilizar diferentes instrumentos para pintura.

Ano
Creche.

Tempo estimado
Durante todo o ano, ao menos uma vez por semana.

Material necessário
Bacias grandes, utensílios de cozinha como coadores, espátulas, colheres, escumadeiras, pratinhos e vasilhas de diferentes tamanhos. Pincéis, brochinhas, rolinhos de pintor, esponjas e suportes grandes, como papéis, tecidos lisos, plásticos e caixas de papelão. Farinha de trigo, gelatina em pó com cores fortes, amido de milho, corante comestível (anilina) e natural, feitos com frutas e geleias, para preparar tintas e massas (para cada xícara de água morna, acrescente uma de amido de milho e um pacote de gelatina. É possível variar a densidade da meleca acrescentando mais água ou mais farinha. Para mudar as cores, acrescente o corante.
Flexibilização
Para alunos com deficiência física
Para trabalhar com bebês com deficiência física nos membros superiores, envolva os rolinhos e os pincéis em espuma. Isso vai ajudar os pequenos a ter mais firmeza na hora de fazer as primeiras pinturas. Você pode fixar papeis em pranchetas inclinadas e colocar em frente ao bebê ou fazer com que a criança crie suas próprias estratégias para pintar nos papeis fixados no chão. Estimule que ela pinte com os pés junto dos colegas e deixe as tintas em lugares acessíveis e próximos da criança com deficiência. Os outros bebês também ajudam a criança a segurar alguns objetos ou alcançar os potes de tinta.

Desenvolvimento
1ª etapa
As experimentações com as tintas podem ocorrer na sala, em uma oficina de artes ou em espaços externos. Monte o local deixando à mão tudo o que será necessário para o andamento da proposta, pois assim você pode ficar mais atento às crianças e suas explorações. Forre o piso (se estiver num espaço de uso coletivo ou sala) e ofereça papéis no chão, na mesinha ou na parede para que deixem marcas. Coloque o material ao alcance de todos e deixe as crianças de fraldas ou roupas que possam sujar. Planeje também como será a arrumação ao fim da atividade: onde serão colocadas as produções? Quem ajudará na limpeza e no atendimento às crianças? Quem documentará a atividade? Planeje como mostrar os primeiros resultados da atividade, incluindo as fotos, às famílias. Assim, todos poderão participar, mesmo que indiretamente.

2ª etapa
Apresente os materiais aos bebês. É importante que eles diferenciem os momentos de trabalho daqueles de alimentação. Por isso, não os incentive a comer durante as atividades, mesmo que os materiais sejam comestíveis. Mostre o que poderão fazer com as tintas. Inicie utilizando apenas água e depois amplie para misturas e melecas, como massas de amido ou farinha com corantes ou gelatinas. Ao acrescentar uma cor forte, pergunte: "Estão vendo como a cor mudou?" Para os mais crescidos, é possível introduzir terra, areia, folhas e sementes. Se fizer uma tinta de gelatina, por exemplo, deixe que cheirem, toquem e brinquem. É importante que eles se familiarizem com os materiais de apoio antes de a atividade começar - uma bacia pode ser tão interessante quanto seu conteúdo. O foco da atividade, porém, deve ser exploração de texturas.

3ª etapa
Convide o grupo a explorar as propriedades e possibilidades dos materiais. É possível organizar, por exemplo, uma atividade para explorar texturas de determinado material ou então uma para que os pequenos utilizem mais um tipo de instrumento, como o pincel, a brochinha e o rolinho de pintor. Nesse momento, diga: "Veja como com o rolinho você pinta uma área maior. Com o pincel, só dá para fazer um risco". Vale testar também as diferenças entre pintar com as mãos, que dá mais controle, ou com os pés, com pincéis e rolinhos, que tendem a ser mais difíceis de controlar.

Avaliação
Observe atentamente durante todo o processo. Isso dará indícios de como propor as próximas atividades. Em alguns casos, vale fazer pautas de observação individual, pois cada criança pode apresentar formas muito distintas de aproximação dos materiais: algumas se lambuzam logo no primeiro dia e aos poucos vão se concentrando em explorações mais definidas. Outras demoram mais tempo para se soltar e há ainda as que insistem em pesquisas específicas de cores, misturas ou ocupação dos suportes etc. No dia seguinte ao trabalho, retome com o processo documentado, conversando com todos para ver se lembram quais os materiais e utensílios foram usados em cada atividade.
Consultoria: Daniela Pannuti
Orientadora pedagógica do Colégio Vera Cruz, em São Paulo.
Em:://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil

sábado, 14 de maio de 2011

Projetos na pré-escola

A segunda infância (3 aos 6 anos) e caracterizada por ser uma momento importante de formação da criança, pois é um momento de paixão pelo conhecer, descobrir, aprender.
O papel do educador neste processo é o de desafiar, ampliar, aprofundar o desenvolvimento aguçado da oralidade, do domínio do corpo fazendo com que as experiências vividas aumentem cotidianamente.
O trabalho organizado por projetos na pré-escola abre:
Possibilidades de aprender utilizando diferentes linguagens;
Facilita a emergência de problemas;
Ampliam possibilidades de conhecer mais sobre o tema desejado;
Possibilita encontro de diferentes pontos de vista sobre o assunto;
Constroi os desvios;
Cria ambientes que estimulam a os novos conhecimentos;
Possibilita desenvolver simultaneamente mais de um projeto (subprojeto).
Um projeto deve ter caminhos diversos, partindo de um grande grupo para o pequeno grupo e terornando para o grande grupo.
E durante o desenvolvimento do projeto crianças e educadores planejam de forma:
Cooperativa;
Solidária;
Decidindo;
Propondo atividades.
Nesta proposta a criança é co-autora de seu processo de aprendizagem, possuindo um papel ativo e participativo.

“Toda a criança é um artista a o seu modo. Precisamos oferecer um ‘monte’ de possibilidades... muitos materiais, muitas linguagens, pois possuir muitas linguagens significa ter muitas possibilidades para exprimir-se.”
  Malagussi (citado em Edwards, 1999)
Referências:
BARBOSA, Maria Carmen Silveira; HORN. Maria das Graças Souza. Projetos Pedagógicos na Educação Infantil. São Paulo: Artmed, 2008
FREIRE, Madalena. A Paixão de Conhecer o Mundo: relato de uma professora. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007.









quinta-feira, 5 de maio de 2011

Projetos na creche


Projetos na creche
Onde podemos trabalhar com projetos de trabalho?
Os projetos podem ser usados nos diferentes níveis da escolaridade, desde a educação infantil até o ensino médio.
O que levar em consideração?
Acreditar que é possível trabalhar com projetos de trabalho na creche; 
Levar em consideração a importância dos estudos de Piaget, Vygotsky, Wallon entre outros;
As crianças desenvolvem-se e constroem aprendizagem, são sujeitos singulares;
É um eficiente instrumento de trabalho para os educadores de creche;
Superar a dicotomia entre cuidar e educar;
É uma experiência encantadora, fascinante e desafiadora.
Quais áreas de conhecimento trabalhar no berçário?
Motor;
Afetivo;
Linguagem.
Organização do espaço
Tarefa fundamental da educadora;
Lembrar que os espaços são interno (sala de aula) e externo (pátio);
O ambiente deve ser visto como educador "auxiliar", e este ultrapassa os muros da escola.
Como isso acontece?
Durante as atividades de exploração dos materiais da sala o  educador:
Observa, anota e coleta informações.
"As propostas de trabalho nascem delas e de mim."
Madalena Freire
Nas crianças com idade de creche, é fundamental considerar que as coisas importantes da vida a serem descobertas e conhecidas são:
A procura do olhar;
Ser correspondido;
O sorrir;
A conversa;
O tocar;
O contato físico;
A retenção de um objeto;
O imitar;
 O esconder;
Os jogos de linguagem e manipulação;
As músicas;
As saídas para o espaço externo;
As festas;
A vida em grupo.
As atividades de sobrevivência:
Alimentar-se;
Banhar-se;
Brincar; 

Dormir.
E a duração?
Os projetos podem ter duração diferenciadas, poe exemplo: um dia, uma semana...
Referência:
BARBOSA, Maria Carmen Silveira; HORN. Maria das Graças Souza. Projetos Pedagógicos na Educação Infantil. São Paulo: Artmed, 2008

FREIRE, Madalena. A Paixão de Conhecer o Mundo: relato de uma professora. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

A pedagogia de projetos

 Tramando os fios e estruturando os projetos

Projetos de trabalho  
É uma possibilidade interessante em termos de organização pedagógica;
Visão multifacetada dos  conhecimentos e das informações;
É um processo criativo;
Enriquece as relações entre ensino e aprendizagem;
Não possui a mesma estrutura; 
Valoriza os conhecimentos prévios; 
Ação concreta voluntária consciente; 
Reflete sobre uma situação, o problema geral dos fenomenos; 
Envolve educador e alunos.
Como definir o problema a ser pesquisado?
 
Experiências anteriores;
 
Constituição, especificação e recortes;
 
Modos de iniciar um projeto.
Mapeando percursos  
Organização de situações (mapa conceitual); 
 Planejar as tarefas;
Distribuir o tempo;
Nova comunidade.
O ensino precede e estimula o desenvolvimento mental das crianças.
O que precisa ser feito?
Como o trabalho pode ser desenvolvido?
Como obter os materiais?
Como serão distribuídas as responsabilidades?
Relato escrito.
Coletando informações
Informações externas em diferentes fontes;
Exploração dos espaços;
A comunidade (pais);
Formas de sistematização;
Memória de trabalho.
Sistematizando e refletindo as informações
Formulação das diferentes hipóteses;
Seleção e coleta de materiais e evidencias;
Registros;
Escolha do que deve ser registrado.
  Documentando e comunicando
Materiais produzidos;
Exposição do material.
Referências:
BARBOSA, Maria Carmen Silveira; HORN. Maria das Graças Souza. Projetos Pedagógicos na Educação Infantil. São Paulo: Artmed, 2008
FREIRE, Madalena. A Paixão de Conhecer o Mundo: relato de uma professora. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007.
 

terça-feira, 19 de abril de 2011

Um pouco de História da Educação Infantil


Educação infantil:
creches e pré-escolas
Um olhar no passado para se entender o presente
Túnel do tempo...
Durante muitos séculos a educação da criança pequena era responsabilidade das famílias, mas especificamente da mãe, ou do grupo social ao qual ela pertencia, elas aprendiam e viviam junto aos adultos e as outras crianças (regras, modos, vivencias entre outros).
 Não existiu por um bom tempo uma instituição, pensada, organizada para a educação infantil como conhecemos hoje! As primeiras instituições tinham distintos arranjos com a idéia de um lugar para se deixar as crianças pobres, ou seja educação infantil nasce com caráter assistencialista.
Alguns fatores determinantes para o surgimento da instituição de educação infantil
 Trabalho materno fora do lar (Rev. Industrial);
  Nova estrutura familiar (conjugal);
Teorias que procuravam descrever sobre a criança e a infância.
Creches e pré-escolas surgiram a partir de mudanças econômicas, políticas e sociais que ocorreram na sociedade.
Grandes pensadores e surgimento das primeiras idéias e práticas
Comênio (1592-1670):
 Educação universal (para todas as condições sociais);
Nível inicial de ensino era o colo da mãe e deveria ocorrer dentro dos lares;
Brincar visto como forma de educação pelos sentidos;
Uso de bons recursos materiais e boa racionalização do tempo e do espaço escolar;
Aulas/atividades diferentes (aula-passeio).
Rousseau (1712-1778):
Infância: “Tem valor em si mesmo”
 A educação deveria seguir a liberdade e o ritmo da natureza;
Precursor das idéias de Pestalozzi;
 Destacava o papel da mãe como educadora natural da criança;
 A criança deveria aprender por meio da experiência, de atividades práticas, da observação, da livre movimentação, de formas diferentes de contato com a liberdade;
 Escreveu a celebre obra “O Emílio”.
Pestalozzi (1746-1827):
 A educação deve cuidar do desenvolvimento afetivo das crianças desde o nascimento;
O ensino deveria priorizar coisas e não palavras;
Treinar a vontade e desenvolver atitudes morais nos alunos.
Froebel (1782-1852):
Enfatizou a importância da criança;
 Destaque para as atividades estimuladas e dirigidas;
 A escola é um lugar onde a criança deve aprender as coisas importantes da vida;
 Criador dos “Jardins de Infância”
 O gesto, canto, linguagem são as formas de expressão de sentimentos e idéias apropriadas à educação infantil.
Decroli (1871-1932):
 Sincretismo “próprio do pensamento infantil”
 Ensino voltado para o intelecto;
Conteúdos em rede, ao em vez das disciplinas tradicionais;
 Defendia uma rigorosa observação dos alunos a fim de poder classificá-los e distribuí-los em turmas homogêneas.
Montessori (1879-1952):
 As crianças: “Mestres de si próprias, não deve ser vista como ser frágil e impotente que precisa ser protegida. Possui vida psíquica ativa desde o seu nascimento e é guiada pelos seus instintos que lhe permitem construir ativamente sua personalidade”;
Ser em constante “metamorfose” , com etapas de desenvolvimento preestabelecidas, marcadas por “períodos sensíveis”:
Pequena Infância (0 aos 6 anos);
Grande Infância (6 aos 12 anos);
Adolescência( 12 aos 18 anos).








Minhas antigas turminhas!