" Um professor influi para a eternidade; nunca se pode dizer até onde vai sua influência."
(Henry Adams)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ser pedagogo...



Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista
não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade,
é triste pensar assim, muito triste
pois este é o mundo dos nossos filhos
crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.
Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.

Ser Pedagogo por Vanessa B. de Carvalho

Fonte: http://pt.shvoong.com/social-sciences/education/1676176-ser-pedagogo/#ixzz1Mu14wIij

terça-feira, 17 de maio de 2011

Exemplo de projeto na pré-escola

O que faz os veículos se moverem?
NATAL – RN - NUCLEO EDUCACIONAL INFANTIL – NEI/Cap/UFRN
Co-autor (es):
Maria de Fátima Araújo, Josélia Soares dos Santos e Charlene Cezar do Nascimento.
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula
  • Sistematizar os conhecimentos relacionados à força motriz dos veículos
  • Organizar um painel de imagens, tendo como critério a força motriz dos transportes
  • Vivenciar um passeio em um transporte movido pela força de um animal.
Duração das atividades
Quatro momentos de aproximadamente 50 minutos.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Para que a aula ocorra com sucesso, as crianças já precisam ter noção do que são meios de transporte e já terem brincado com miniaturas de meios de transporte.
Estratégias e recursos da aula
1° Momento: A aula deverá ser iniciada com uma conversa sobre o que move os transportes:
O que faz os transportes se movimentarem?
O que precisa para um barco se deslocar na água?
Será que todos os barcos se deslocam movidos pela mesma força?
E a bicicleta? O que faz a bicicleta andar?
O que move uma charrete? E uma carroça?
Durante este diálogo, o professor deve ir anotando as respostas das crianças em uma folha de papel para ser retomadas posteriormente. Em seguida, o professor deverá distribuir miniaturas de meios de transporte e, enquanto as crianças manipulam os materiais, a conversa deverá ter continuidade.
2° Momento: Depois, o professor deverá solicitar que as crianças organizem as miniaturas, de acordo com a força motriz. Nesse momento, o professor deve mediar a atividade, questionando as crianças sobre a organização dada e organizar uma tabela que classifique os meios de transporte a seu tipo de força motriz.
Crianças classificando os meios de transporte em relação à força motriz.
Fonte: arquivos da autora

3° Momento: Depois da classificação, segundo o critério força motriz, a turma deverá desenhar as miniaturas e confeccionar um painel com os desenhos, representando a atividade realizada.
Crianças representando meios de transporte.
Fonte: arquivos da autora

4° Momento: Para fechamento da aula, propomos o passeio em um meio de transporte movido pela força de um animal, forma não-usual para as crianças urbanas: a carroça. Após o passeio, as crianças deverão conversar sobre a experiência vivida e registrar o passeio em um texto coletivo.
Passeio de carroça e produção de texto coletivo.
Fonte: arquivos da autora

Recursos Complementares
Site sobre força motriz do carro
Avaliação
Com esta aula é possível avaliar se as crianças conseguem identificar a força motriz de alguns meios de transporte; a participação delas na produção do painel com a classificação dos meios de transporte, segundo a força motriz; o envolvimento no passeio em um meio de transporte movido pela força de um animal.
Aula disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br





segunda-feira, 16 de maio de 2011

Exploração de texturas e melecas

 

Faixa etária
0 a 3 anos

ConteúdoExploração e linguagem plástica

Objetivos
- Explorar texturas de tintas e melecas.
- Utilizar diferentes instrumentos para pintura.

Ano
Creche.

Tempo estimado
Durante todo o ano, ao menos uma vez por semana.

Material necessário
Bacias grandes, utensílios de cozinha como coadores, espátulas, colheres, escumadeiras, pratinhos e vasilhas de diferentes tamanhos. Pincéis, brochinhas, rolinhos de pintor, esponjas e suportes grandes, como papéis, tecidos lisos, plásticos e caixas de papelão. Farinha de trigo, gelatina em pó com cores fortes, amido de milho, corante comestível (anilina) e natural, feitos com frutas e geleias, para preparar tintas e massas (para cada xícara de água morna, acrescente uma de amido de milho e um pacote de gelatina. É possível variar a densidade da meleca acrescentando mais água ou mais farinha. Para mudar as cores, acrescente o corante.
Flexibilização
Para alunos com deficiência física
Para trabalhar com bebês com deficiência física nos membros superiores, envolva os rolinhos e os pincéis em espuma. Isso vai ajudar os pequenos a ter mais firmeza na hora de fazer as primeiras pinturas. Você pode fixar papeis em pranchetas inclinadas e colocar em frente ao bebê ou fazer com que a criança crie suas próprias estratégias para pintar nos papeis fixados no chão. Estimule que ela pinte com os pés junto dos colegas e deixe as tintas em lugares acessíveis e próximos da criança com deficiência. Os outros bebês também ajudam a criança a segurar alguns objetos ou alcançar os potes de tinta.

Desenvolvimento
1ª etapa
As experimentações com as tintas podem ocorrer na sala, em uma oficina de artes ou em espaços externos. Monte o local deixando à mão tudo o que será necessário para o andamento da proposta, pois assim você pode ficar mais atento às crianças e suas explorações. Forre o piso (se estiver num espaço de uso coletivo ou sala) e ofereça papéis no chão, na mesinha ou na parede para que deixem marcas. Coloque o material ao alcance de todos e deixe as crianças de fraldas ou roupas que possam sujar. Planeje também como será a arrumação ao fim da atividade: onde serão colocadas as produções? Quem ajudará na limpeza e no atendimento às crianças? Quem documentará a atividade? Planeje como mostrar os primeiros resultados da atividade, incluindo as fotos, às famílias. Assim, todos poderão participar, mesmo que indiretamente.

2ª etapa
Apresente os materiais aos bebês. É importante que eles diferenciem os momentos de trabalho daqueles de alimentação. Por isso, não os incentive a comer durante as atividades, mesmo que os materiais sejam comestíveis. Mostre o que poderão fazer com as tintas. Inicie utilizando apenas água e depois amplie para misturas e melecas, como massas de amido ou farinha com corantes ou gelatinas. Ao acrescentar uma cor forte, pergunte: "Estão vendo como a cor mudou?" Para os mais crescidos, é possível introduzir terra, areia, folhas e sementes. Se fizer uma tinta de gelatina, por exemplo, deixe que cheirem, toquem e brinquem. É importante que eles se familiarizem com os materiais de apoio antes de a atividade começar - uma bacia pode ser tão interessante quanto seu conteúdo. O foco da atividade, porém, deve ser exploração de texturas.

3ª etapa
Convide o grupo a explorar as propriedades e possibilidades dos materiais. É possível organizar, por exemplo, uma atividade para explorar texturas de determinado material ou então uma para que os pequenos utilizem mais um tipo de instrumento, como o pincel, a brochinha e o rolinho de pintor. Nesse momento, diga: "Veja como com o rolinho você pinta uma área maior. Com o pincel, só dá para fazer um risco". Vale testar também as diferenças entre pintar com as mãos, que dá mais controle, ou com os pés, com pincéis e rolinhos, que tendem a ser mais difíceis de controlar.

Avaliação
Observe atentamente durante todo o processo. Isso dará indícios de como propor as próximas atividades. Em alguns casos, vale fazer pautas de observação individual, pois cada criança pode apresentar formas muito distintas de aproximação dos materiais: algumas se lambuzam logo no primeiro dia e aos poucos vão se concentrando em explorações mais definidas. Outras demoram mais tempo para se soltar e há ainda as que insistem em pesquisas específicas de cores, misturas ou ocupação dos suportes etc. No dia seguinte ao trabalho, retome com o processo documentado, conversando com todos para ver se lembram quais os materiais e utensílios foram usados em cada atividade.
Consultoria: Daniela Pannuti
Orientadora pedagógica do Colégio Vera Cruz, em São Paulo.
Em:://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil

sábado, 14 de maio de 2011

Projetos na pré-escola

A segunda infância (3 aos 6 anos) e caracterizada por ser uma momento importante de formação da criança, pois é um momento de paixão pelo conhecer, descobrir, aprender.
O papel do educador neste processo é o de desafiar, ampliar, aprofundar o desenvolvimento aguçado da oralidade, do domínio do corpo fazendo com que as experiências vividas aumentem cotidianamente.
O trabalho organizado por projetos na pré-escola abre:
Possibilidades de aprender utilizando diferentes linguagens;
Facilita a emergência de problemas;
Ampliam possibilidades de conhecer mais sobre o tema desejado;
Possibilita encontro de diferentes pontos de vista sobre o assunto;
Constroi os desvios;
Cria ambientes que estimulam a os novos conhecimentos;
Possibilita desenvolver simultaneamente mais de um projeto (subprojeto).
Um projeto deve ter caminhos diversos, partindo de um grande grupo para o pequeno grupo e terornando para o grande grupo.
E durante o desenvolvimento do projeto crianças e educadores planejam de forma:
Cooperativa;
Solidária;
Decidindo;
Propondo atividades.
Nesta proposta a criança é co-autora de seu processo de aprendizagem, possuindo um papel ativo e participativo.

“Toda a criança é um artista a o seu modo. Precisamos oferecer um ‘monte’ de possibilidades... muitos materiais, muitas linguagens, pois possuir muitas linguagens significa ter muitas possibilidades para exprimir-se.”
  Malagussi (citado em Edwards, 1999)
Referências:
BARBOSA, Maria Carmen Silveira; HORN. Maria das Graças Souza. Projetos Pedagógicos na Educação Infantil. São Paulo: Artmed, 2008
FREIRE, Madalena. A Paixão de Conhecer o Mundo: relato de uma professora. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007.









quinta-feira, 5 de maio de 2011

Projetos na creche


Projetos na creche
Onde podemos trabalhar com projetos de trabalho?
Os projetos podem ser usados nos diferentes níveis da escolaridade, desde a educação infantil até o ensino médio.
O que levar em consideração?
Acreditar que é possível trabalhar com projetos de trabalho na creche; 
Levar em consideração a importância dos estudos de Piaget, Vygotsky, Wallon entre outros;
As crianças desenvolvem-se e constroem aprendizagem, são sujeitos singulares;
É um eficiente instrumento de trabalho para os educadores de creche;
Superar a dicotomia entre cuidar e educar;
É uma experiência encantadora, fascinante e desafiadora.
Quais áreas de conhecimento trabalhar no berçário?
Motor;
Afetivo;
Linguagem.
Organização do espaço
Tarefa fundamental da educadora;
Lembrar que os espaços são interno (sala de aula) e externo (pátio);
O ambiente deve ser visto como educador "auxiliar", e este ultrapassa os muros da escola.
Como isso acontece?
Durante as atividades de exploração dos materiais da sala o  educador:
Observa, anota e coleta informações.
"As propostas de trabalho nascem delas e de mim."
Madalena Freire
Nas crianças com idade de creche, é fundamental considerar que as coisas importantes da vida a serem descobertas e conhecidas são:
A procura do olhar;
Ser correspondido;
O sorrir;
A conversa;
O tocar;
O contato físico;
A retenção de um objeto;
O imitar;
 O esconder;
Os jogos de linguagem e manipulação;
As músicas;
As saídas para o espaço externo;
As festas;
A vida em grupo.
As atividades de sobrevivência:
Alimentar-se;
Banhar-se;
Brincar; 

Dormir.
E a duração?
Os projetos podem ter duração diferenciadas, poe exemplo: um dia, uma semana...
Referência:
BARBOSA, Maria Carmen Silveira; HORN. Maria das Graças Souza. Projetos Pedagógicos na Educação Infantil. São Paulo: Artmed, 2008

FREIRE, Madalena. A Paixão de Conhecer o Mundo: relato de uma professora. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

A pedagogia de projetos

 Tramando os fios e estruturando os projetos

Projetos de trabalho  
É uma possibilidade interessante em termos de organização pedagógica;
Visão multifacetada dos  conhecimentos e das informações;
É um processo criativo;
Enriquece as relações entre ensino e aprendizagem;
Não possui a mesma estrutura; 
Valoriza os conhecimentos prévios; 
Ação concreta voluntária consciente; 
Reflete sobre uma situação, o problema geral dos fenomenos; 
Envolve educador e alunos.
Como definir o problema a ser pesquisado?
 
Experiências anteriores;
 
Constituição, especificação e recortes;
 
Modos de iniciar um projeto.
Mapeando percursos  
Organização de situações (mapa conceitual); 
 Planejar as tarefas;
Distribuir o tempo;
Nova comunidade.
O ensino precede e estimula o desenvolvimento mental das crianças.
O que precisa ser feito?
Como o trabalho pode ser desenvolvido?
Como obter os materiais?
Como serão distribuídas as responsabilidades?
Relato escrito.
Coletando informações
Informações externas em diferentes fontes;
Exploração dos espaços;
A comunidade (pais);
Formas de sistematização;
Memória de trabalho.
Sistematizando e refletindo as informações
Formulação das diferentes hipóteses;
Seleção e coleta de materiais e evidencias;
Registros;
Escolha do que deve ser registrado.
  Documentando e comunicando
Materiais produzidos;
Exposição do material.
Referências:
BARBOSA, Maria Carmen Silveira; HORN. Maria das Graças Souza. Projetos Pedagógicos na Educação Infantil. São Paulo: Artmed, 2008
FREIRE, Madalena. A Paixão de Conhecer o Mundo: relato de uma professora. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007.
 

Minhas antigas turminhas!