" Um professor influi para a eternidade; nunca se pode dizer até onde vai sua influência."
(Henry Adams)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cuidados Básicos de Higiene Infantil

Os cuidados de saúde em relação às crianças têm como objetivo prevenir doenças e promover a saúde, não esquecendo ainda do espaço de ensino como voltado para aprendizagem, interação, estímulo e exercício de autonomia da criança.
Ambiente
O ambiente das instituições de educação infantil necessita receber atenção especial que permita um funcionamento adequado, sem oferecer riscos de agravos à saúde. É necessário que a instituição adote certas medidas de cuidados ambientais em relação à areia, lixo, brinquedos, chão, água, dedetização etc.
Higiene da criança
Com relação à alimentação, é bom salientar que é imprescindível o papel do adulto nesta fase, incentivando as crianças na ingestão de alimentos variados, oferecidos de diversas formas, fomentando na criança o interesse pelo alimento. É importante, também, que a alimentação seja encarada como ato pedagógico, um momento de atenção e carinho por parte do adulto, passando a ser um momento prazeroso para a criança.
A troca de fraldas é um momento bastante delicado nas instituições de educação. É preciso que o educador tome parte dessa ação de forma lúdica e criativa, as sugere-se que os educadores atentem para os seguintes fatos:
  • Examinar as fraldas freqüentemente, e limpar o bebê com sabão neutro;
  • Durante a troca estimular a criança através de conversa, carinhos e brinquedos;
  • Quando a criança começa a deixar as fraldas, é necessário orientação e acompanhamento em sua ida ao banheiro.
Quanto à higiene do sono, o ambiente merece destaque, lembrando que o mesmo deve ser favorável ao repouso das crianças de forma que ofereça a mesma autonomia, ou seja, a criança deve se deitar sem recorrer ao adulto e a duração do sono deve ser elástica, prioritariamente em função das necessidades de recuperação das energias da criança no momento e não às da instituição.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Maternidade

 
Meu Paulo Henrique!
Ando ocupadissima com os cuidados com meu pequeno Paulo Henrique, que chegou mais cedo do que o esperado (06/07/2011), por isso o blog, mais uma vez, anda  meio abandonadinho! Bom, sempre que possível vou postar algum artigo, reportagem enfim as coisinhas que produzo ou que acho na net para partilhar.
Minha última postagem foi sobre educação e saúde, que partiu de um trabalho em grupo feito para a disciplina de educação infantil na faculdade. Ainda falta postar sobre primeiros socorros em creche, quando reeditar o texto postarei o tema aqui no blog!

domingo, 19 de junho de 2011

Educação Infantil e saúde


A educação infantil tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até cinco anos de idade. Esse desenvolvimento depende tanto dos cuidados relacionais, que envolvem a questão do afeto quanto dos cuidados com os aspectos biológicos do corpo, bem como da qualidade da alimentação, dos cuidados em relação à saúde, e de como esses cuidados são oferecidos.
A escola é o local onde os programas de educação e saúde pode ter maior e melhor repercussão porque podem abordar e influenciar o educando nas melhores fases de sua vida: infância e adolescência. O aproveitamento dessa relação entre educação e saúde permite o desenvolvimento de bons hábitos de higiene e saúde na medida que, possibilita promover melhorias nas condições de saúde das crianças e, conseqüentemente, propicia um melhor aproveitamento escolar, através do desenvolvimento de ações preventivas, educativas e curativas.
Este texto é um resumo do tema: Saúde em instituições de educação infantil, de Prates e Oliveira no livro Educação Infantil pra que te quero? e pretende, através das leituras dos textos de referências estudados, refletir, ampliar ou mesmo modificar nosso olhar para os cuidados necessários a saúde das crianças nas instituições de educação infantil, tendo em vista que o educador infantil deve estar preparado para prestar esses cuidados de forma profissional e qualificada.
Educação e Saúde
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o conceito de saúde é entendido como:
(...) um estado de completo bem-estar. Isso significa estar bem nos aspectos físico, mental e social. Em outras palavras, saúde não é apenas a ausência de doenças e, sim, um bem que pertence ao indivíduo e à coletividade. É, também, relacionada com a qualidade de vida da sua comunidade e de sua família. A legislação brasileira deixa claro que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado (Constituição Federal, artigo 196), a ser garantida por meio de políticas sociais e econômicas. Indiretamente, portanto, a legislação está falando da higiene e da educação. (Higiene e segurança nas escolas – Brasília, 2008, p. 21)
Compreendendo a saúde como fenômeno complexo, construído na cultura, ou seja, nos modos como vivemos a vida e organizamos nosso cotidiano e interagimos com o meio físico e social, fica para nós o questionamento: Por que trabalhar conceitos de saúde na Educação Infantil? Porque saúde nos dá idéia de busca do equilíbrio biopsicossocial na criança, bem como a relação da mesma com seu ambiente.
Falar sobre saúde na Educação Infantil implica promover ações de higiene, prevenção de doenças e de acidentes e a realização de atividades que busquem o crescimento e o desenvolvimento da criança de forma integral. Nesse sentido, quando trabalhamos higiene temos a percepção de que além de prevenir doenças, também estamos promovendo saúde no contexto da Instituição.
A Instituição de educação infantil é um espaço de interação, aprendizado, convívio, solidariedade, participação, onde as crianças desenvolvem suas potencialidades e constroem conhecimento. As ações de saúde permeiam todas as atividades desenvolvidas na Educação Infantil. Enquanto se cuida, se age pedagogicamente e essas ações se entrelaçam. Considerando que muitas crianças permanecem grande parte do seu dia nas instituições de Educação Infantil precisamos oferecer-lhes um ambiente saudável. É necessário que nós educadores compreendamos que saúde é expressão de vida. Para tanto, o compromisso com as diferentes necessidades infantis que emergem no cotidiano pedagógico, nos leva a refletir as diferentes formas de cuidar e assistir em saúde.
Importância dos registros de saúde da criança para a instituição
Na educação infantil, a entrevista de admissão com os pais é uma oportunidade de conhecer a criança de forma integral, ao elaborarmos questionamentos quanto aos aspectos físicos, psicológicos e pedagógicos. A entrevista permite conhecer hábitos, rotinas, peculiaridades, aspectos de saúde, dados do crescimento e desenvolvimento infantil, fornecer orientações e/ou esclarecer dúvidas. É necessário registrar essas informações que subsidiarão a prática em formulários próprios. Esse recurso permite ainda anotar as intercorrências, encaminhamentos, manter atualizados os dados de saúde, como, por exemplo, a vacinação.
Segundo Prates e Oliveira (2001, p.43):
 A escola de educação infantil deverá comunicar aos pais ou encaminhar aos serviços de saúde a criança que apresentar alterações de saúde. Ficará a critério de cada instituição e de acordo com o problema apresentado, a permanência da criança naquele local.”
Por isso é importante o estabelecimento do diálogo permanente entre os educadores e a família permitindo assim, respeitar e valorizar a criança enquanto indivíduo único, além de possibilitar o reconhecimento de suas potencialidades, suas condições de vida, onde educadores e família, também possam ser vistos como agentes de saúde, formadores de comportamentos, de valorização da vida e de saúde.
Em relação à administração de medicamentos a instituição de educação infantil deve levar em consideração o vinculo da receita médica, ou orientação por escrito da família sobre que medicação administrar e nunca oferecer a criança medicação por conta própria.
Referência:
CRAIDY, Carmem; KAERCHER, Gládis E. Educação Infantil: Para que te quero?  In: PRATES, Cibeli de Souza; OLIVEIRA, Maíra Sanhudo de. Temas de Saúde em Instituições de Educação Infantil. ARTMED, 2003, 39-60.

sábado, 11 de junho de 2011

Dica de leitura para o fim de semana: Chapeuzinho amarelo

Autor: Chico Buarque
Ilustrações: Ziraldo

Considerado um clássico da literatura infantil brasileira, Chapeuzinho Amarelo traz o traço premiado de Ziraldo. Chapeuzinho é uma bela menina que sofre de um mal terrível: sente medo do medo. Enfrentando o desconhecido - o lobo -, ela supera medos, inseguranças e descobre a alegria de viver. Com sensibilidade, o autor constrói um texto em que a linguagem simples e divertida.

Por que ler histórias para crianças?

Por que ler para crianças dar prazer! Elas também aprendem com as histórias outras culturas, conhecem seus valores, modos de ser e viver. E quando uma criança pede repetidamente que lhe contem uma história, provavelmente, encontre, nos fatos narrados, acontecimentos que se relacionam com sua vida, seus medos, seus desejos. Na escuta das histórias e "causos", as crianças também aprendem a separar o que faz parte da realidade e o que é da ordem do imaginário. E, nesse sentido, desenvolvem a imaginação, inventam e sabem que no mundo do "faz de conta" tudo é possivel. Com isso vão entendendendo, ainda que de forma sutil, a passagem do tempo, a ideia de passado, de memória.
Muitos estudos mostram que o adulto tem papel fundamental para que a criança coloque a leitura e a escrita como foco de atenção. É a companhia do adulto que a atrai para folhear um livrinho, imaginar cenas de uma história, perguntar o que está escrito ou prestar atenção à narrativa lida.
Por isso é importante que as crianças possam vivenciar à escuta de histórias interagindo com um adulto. Nesses momentos, que o adulto lê alguns trechos, conta outros, dramatiza a voz de alguna personagens, chama a atenção para a ilustração. Nessa situação faz vários jogos verbais:O que a menina está fazendo aqui? Cadê o porquinho?  
Essa prática possibilita que a criança passe do papel de ouvinte participante para o de leitor. Aos poucos será capaz de ocupar esse lugar, apoiando-se na ilustração, na memória e na colaboração de alguém mais experiente.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Contos de fadas

Há tantos e valiosos benefícios em se contar histórias para uma criança...
Ao contrário do que se acreditava, os contos de fadas fazem parte da realidade infantil muito mais do que a realidade do adulto pois esta, quase sempre, é-lhe incompreensível e sem sentido. Já os contos de fadas falam de suas próprias vivências emocionais e físicas. Os valores morais são construídos de uma forma natural, justa e sinaliza claramente que há vantagens em se ter um comportamento digno e honrado. O bem é sempre recompensado e o mal é combatido e castigado.
Os finais felizes dão à criança sentimento de segurança, apaziguando seus temores mais íntimos pois abrem novas possibilidades de resolução dos conflitos interiores após muitas lutas e sacrifícios, ou seja, promovem o sentimento de esperança no futuro que é a energia positiva para ultrapassar os obstáculos da vida com otimismo.
Através dos contos de fadas, a criança elabora suas emoções mais fortes e aprende a lidar com este mundo complexo, o que não conseguiria por si só, sem ajuda.
Além de estimular a imaginação infantil, enriquecer sua personalidade, promovem a interação e aproximação com o adulto, pois falam de situações múltiplas da vida, sem subterfúgios, inclusive com temas que o adulto encontra grande dificuldade em abordar como a morte e o envelhecimento.
Não existe regra para escolha da primeira história e nem idade para começar a contar. A pessoa pode optar por qualquer uma, contanto uma nova na próxima oportunidade e em outra também até que a criança lhe peça determinada história. Isto pode se repetir indefinidamente. Há algo em seu conteúdo que foi ou está sendo vivenciado por ela e que precisa ser elaborado e assimilado. Mesmo que o adulto identifique o que se passa, não deve, de modo algum, interpretar para a criança, pois como já disse, a realidade infantil não corresponde à do adulto e a história perderia toda sua graça e função.
No conto de fadas, tempo e espaço são indefinidos, assim servem para qualquer idade e época de vida. Adultos e crianças se identificam, em algum momento, com trechos ou personagens da história.
Por este motivo, muitos pais acham que os conteúdos violentos e aterrorizadores dos contos de fadas, podem prejudicar o desenvolvimento saudável de seus filhos, como se eles não tivessem sentimentos negativos, agressivos e violentos. Esta é outra função dos contos de fadas: ajudar a criança a perceber que estes sentimentos fazem parte do ser humano em geral e não só dela, o que lhe causa profundo alívio e paz.
Muitas vezes os contos modernos não oferecem finais justos e apaziguadores e, por isto, não fazem sentido para a criança, que não admite que o mal não seja castigado e evitado. Fogem de sua realidade e entendimento.
Com a maturidade, chega a compreensão mais profunda e a criança começa a perceber que é ela quem deseja ser a heroína ou a vilã; é ela quem ama ou odeia, que precisa lutar por sua independência; é ela quem tem que enfrentar os problemas de vida para evoluir e se realizar. Que um dia, por mais presentes e poderosos que sejam seus pais, não poderão resolver suas dificuldades ou mesmo tomar decisões que só cabem a ela e, assim, assumir as consequências por seus atos.
Mas esta é outra história...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Cuidados com os dentinhos

Higiene bucal mesmo sem os dentinhos                               
Engana-se a mamãe que acha que deve se preocupar com a limpeza da boca e dos dentes do bebê só depois que os dentinhos surgem na boca. Pior ainda são as mães que acham que dentes de leite não precisam de cuidados, pois têm vida curta.
Espero que 99,9% dos pais não pensem dessa forma. Os dentes de leite são sim importantes e merecem todo o cuidado. São eles que guiam o nascimento dos dentes permanentes, que abrem os espaços para a dentição posterior e são essenciais para uma boa mastigação e para a fala.
A saúde dos primeiros dentinhos motiva a saúde dos dentes permanentes.
Os primeiros dentes nascem ao redor do sexto mês de vida, mas a limpeza da boca deve começar antes, com uma gaze ou fralda molhada em água filtrada, passe por toda a boca da criança, limpando gengiva, bochechas e língua.
Assim, desde pequenina a criança se acostuma com a intervenção na boca, não dando trabalho quando começar a ir ao odontopediatra e com hábitos orais corretos.
Fase pré-escova- Cada idade tem um jeitinho de fazer a limpeza da boca do bebê. Logo que os dentinhos nascem, a gaze ou fralda é substituída por uma dedeira. Da dedeira, a escova de dente infantil já é recomendada. O fio dental é recomendado assim que os primeiros dentes surgem.
O uso de creme dental só deve ser usado sob orientação do odontopediatra, que indicará quando e qual creme usar, já que para os pequenos não pode conter flúor devido à imaturidade da deglutição - a criança ainda não está suficientemente preparada para engolir todo o flúor que, em excesso, pode fazer mal à saúde dos dentes permanentes.
Cárie de mamadeira- Existe um mal que acomete cerca de 60% das crianças de até três anos de idade e que pode ser evitada com algumas atitudes: a cárie de mamadeira, provocada principalmente pela alimentação noturna da criança (seja o leite materno ou não) seguida do sono sem a devida higienização.
A saliva tem uma ação protetora dos dentes e ajuda a manter a boca limpa, mas durante o sono, a quantidade de saliva diminui, favorecendo a rápida instalação da cárie.
A cárie de mamadeira provoca muita dor e ataca todos os dentes da criança em um curto espaço de tempo, provocando mau hálito, deficiência na mastigação e na fala, além de ficar com uma estética feia. Se a mamãe observar manchas brancas opacas nos dentinhos do seu filho, leve imediatamente ao dentista. Essa machinha é o início da cárie.
Outros fatores que provocam a cárie de mamadeira são o uso excessivo de açúcares na alimentação da criança e o hábito que algumas mamães têm de adoçar a chupeta para acalmar o bebê e fazê-lo dormir.
Como a cárie é ima doença infecciosa, isto é, passa de pessoa para pessoa, evite assoprar a comida da criança, dividir o mesmo talher ou beijar a sua boca, pois se estiver com cárie, pode contagiar a criança.
A boa higienização oral desde bebê é um bom começo para uma dentição saudável no futuro.
Dicas
O nenê não tem dentinho, mas nem por isso devemos esquecer de higienizar a boca dele. A alimentação noturna deve ser retirada até os doze meses de vida para evitar a cárie de mamadeira.
Caso a criança se alimente à noite, a mamãe deve fazer a higienização da boca da criança mesmo que esta esteja dormindo.
Leve a criança ao dentista a cada seis meses, a partir dos seis meses de vida da criança para a prevenção de cáries.
Do site: http://guiadobebe.uol.com.br/higiene-bucal-mesmo-sem-os-dentinhos/

Minhas antigas turminhas!